A - Avaliação Diagnóstica e Confirmação da Necessidade Corretiva;
O processo de avaliação diagnóstica da insuficiência visual tem início nas escolas, com o rastreio da redução da acuidade visual. Nesta avaliação será medida a acuidade visual por cartas de letras, estimativa do erro refrativo por um autorrefratómetro e aplicação de questionários para aferir a qualidade de vida, hábitos e comportamentos relevantes para o desenvolvimento de erro refrativo.
Os alunos identificados com insuficiência visual são encaminhados para o centro de rastreio visual e diagnóstico precoce localizado no UBImedical. Neste centro serão realizados exames detalhados para confirmar as necessidades corretivas, aplicando testes específicos para medir o grau da miopia e determinar a lente mais adequada para melhorar a acuidade visual.
As presentes atividades serão realizadas pela equipa de implementação e acompanhamento, bolseiras e colaboradores do projeto da Universidade da Beira Interior.
B - Acompanhamento e controlo da miopia;
Acompanhamento personalizado e individual da adaptação à correção, garantia de correta utilização e avaliação dos efeitos na qualidade de vida, com a seguinte regularidade: Entre as 2 e 4 semanas; entre os 2 e 3 meses, entre os 8 e os 9 meses e no final do programa.
A presente atividade será realizada pela equipa de implementação e acompanhamento e bolseiras do projeto da Universidade da Beira Interior.
C - Educação e Empoderamento dos destinatários;
Dinamização de workshops/ateliers customizados focados na saúde visual, integrados em clubes temáticos, no ambiente escolar.
Terão início após a correta adaptação corretiva (2 a 3 meses após o início do uso da correção) e serão realizados de forma continuada por um período de 1 ano, para poderem consolidar a mudança de comportamentos do público-alvo, reforçando a literacia para a saúde e bem-estar. Este facto assume-se como essencial para diminuir a prevalência destes casos e desacelerar o aumento de grau de miopia.
As presentes atividades serão implementadas pela equipa da Aldeia dos Girassóis.
D- Comunicação e Disseminação;
Os destinatários serão incentivados a partilhar as suas experiências e preocupações com os colegas, professores e familiares. Esta abordagem visa estimular a adoção de novos hábitos de cuidados com os olhos, reforçar os conhecimentos adquiridos e promover a literacia em saúde visual. Pretende-se que esta partilha contribua para inspirar mudanças positivas na comunidade, disseminando conhecimentos e boas práticas em saúde visual, com impacto direto na sensibilização e no bem-estar da população em geral.
As presentes atividades serão implementadas pela equipa de comunicação e disseminação do projeto da Universidade da Beira Interior.
E - Avaliação e impacto.
Para avaliar e monitorizar a implementação da atividade, será desenvolvido um protocolo, incluindo questionários de avaliação e guiões de entrevista/grupos focais; análise de dados quantitativos e qualitativos com vista à avaliação do processo e de impacto do projeto.
Com base na análise dos dados, a equipa de avaliação de impacto fará contatos regulares com as equipas de implementação do projeto para discutir eventuais melhorias.
Adicionalmente serão elaborados relatórios de avaliação e materiais de disseminação.
As presentes atividades serão implementadas pela equipa do projeto da Escola Nacional de Saúde Pública.